O contacto íntimo pode abrir a porta a uma das várias doenças sexualmente transmissíveis. O risco aumenta quando se têm parceiros múltiplos e quando não se pratica sexo seguro. E tanto homens como mulheres são vulneráveis.Qualquer pessoa pode contrair uma doença sexualmente transmissível (DST) a partir do momento em que tem actividade sexual. E o risco está presente independentemente do tipo de sexo que se pratica - vaginal(o pénis é inserido na vagina), oral(sexo usando Boca para caricias nas areas genitais), anal( o pénis é inserido no ânus) - e para algumas delas mesmo através do contacto íntimo pele a pele. Mas é um risco menor quando se pratica sexo seguro, o que significa usar preservativo em todas as relações sexuais e, igualmente importante, usá-lo de uma forma correcta.- Clamídia
As infecções anais podem dar dores rectais, descarga e por vezes hemorragia. Pode ser transmitida de mãe para filho durante o parto vaginal.
2. Gonorreia
É também uma infecção bacteriana disseminada através do contacto com pénis, vagina, ânus ou boca, com os primeiros sintomas a surgirem dois a dez dias após o contágio, podendo estender-se por mais tempo. No entanto, é possível estar infectado durante meses sem que os sintomas se declarem, o que aumenta o risco de contagiar o parceiro sexual. São sintomas de gonorreia, entre outros, descarga vaginal ou peniana espessa ou com sangue, dor ou ardor ao urinar, micção mais frequente. Pode ser transmitida de mãe para filho durante o parto vaginal com repercussões graves para a criança.
3. Hepatite B
O fígado é a principal vítima desta infecção causada por um vírus 50 a 100 vezes mais contagioso do que o da sida. Transmite-se através do contacto com fluidos corporais (nomeadamente sangue e secreções genitais) de uma pessoa infectada. Não é só uma doença sexualmente transmissível, dado que a partilha de agulhas, o contacto com sangue, a partilha de laminas de barbear e escova de dentes da pessoa infectada, transmite a doença.O período entre a infecção e o aparecimento dos primeiros sintomas, quando existem, oscila entre seis semanas a seis meses.
Os sintomas, que são de recuperação lenta, incluem fadiga grave, perda de apetite, náuseas e vómitos, dor ou desconforto abdominal, febre, urina escura, icterícia, dor nas articulações.
A infecção pelo vírus da hepatite B pode tornar-se crónica, sendo uma das causas de cancro de fígado. Pode ser transmitida de mãe para filho durante o parto vaginal. A vacinação é a melhor arma.
4. Herpes genital
Com um elevado grau de infecciosidade, é causada pelo vírus herpes simplex que penetra no organismo através de pequenas lesões na pele ou nas mucosas. O vírus fica como que adormecido, de tal forma que muitas pessoas têm herpes sem saber e vão tendo surtos ao longo do tempo. Cerca de duas semanas após a transmissão do vírus pode haver um primeiro episódio geralmente mais grave do que os seguintes.
Manifesta-se através de pequenas vesículas (bolhas) ou úlceras vermelhas na região genital e/ou anal, bem como dor quer próximo dos genitais, quer na face interna das coxas. Podem ainda ocorrer sintomas tipo gripe: febre e dores musculares.Este primeiro episódio pode durar até três semanas. Pode ser transmitida de mãe para filho durante a gravidez e parto vaginal.
5. Verrugas genitais
São causadas pelo vírus do papiloma humano, o mesmo que é responsável pelo cancro do colo do útero. A infecção dá origem à formação de verrugas, acinzentadas ou da cor da carne, na região genital; podem surgir isoladamente ou agrupadas como se fossem uma couve-flor.
Além de desconforto e dor, as verrugas podem sangrar durante o acto sexual. Nas mulheres, crescem na vulva, nas paredes da vagina, no espaço entre a vagina e o ânus e no colo do útero. Nos homens, surgem ao longo do pénis e no ânus. Mas também podem irromper na boca ou garganta de uma pessoa que tenha praticado sexo oral com outra infectada. Mas os vírus do papiloma humano que não causam verrugas não dão geralmente sintomas.
6. HIV/Sida
O vírus da imunodeficiência humana, que causa a sida, interfere com a capacidade de o organismo combater os agentes infecciosos, o que abre caminho à doença. Quando a pessoa é infectada, não desenvolve de imediato sintomas, sendo que os primeiros incluem febre, dores de cabeça, fadiga, inchaço das glândulas linfáticas e erupção cutânea. São sintomas que, geralmente, desaparecem ao fim de uma semana a um mês, podendo ser confundidos com os de outra infecção vírica. Durante este período, a possibilidade de contagiar outras pessoas é muito elevada.
À medida que o vírus se vai multiplicando e destruindo células do sistema imunitário, surgem outros sintomas: diarreia, perda de peso, tosse e dificuldade em respirar. Na fase mais tardia da infecção por HIV a fadiga torna-se persistente e sem razão, surgem suores nocturnos, tremores e febre elevada por várias semanas, as dores de cabeça são persistentes e a diarreia crónica. Os nódulos linfáticos continuam inchados.
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